terça-feira, 8 de abril de 2008
O nem tanto pior
Tirou a maquiagem com a mesma vontade de que a colocou: nenhuma. O desânimo aumentava a cada peça de roupa que trocava, e a vergonha dissolvia o resto de força para subir as escadas, atravessar o palco sujo e com o menor sorriso que lhe coubesse na cara cumprimentar quem lhe veio prestigiar de surpresa. Não encontrou um olhar de satisfação sequer. O dia amanheceu estranho, se arrastou assim durante toda a tarde e encostou do mesmo jeito na noite. Um grupo todo, no precipício pessoal de cada um, e na superfície de vida dos últimos finais de semana, respirava junto na pausa eterna da falta da deixa. Sofreu com a pressão de um poeta, que caída ficou no chão. Desembaraçou situações de nó cego. E o pior deles, ainda é um grande melhor. Parece que sempre terá uma segunda chance de surpreender o mundo todo. Mas os dias acabam, as semanas acabam, e as temporadas também. Grupos se separam, e os passos seguem por caminhos alheios. De um objetivo só, difundiu-se os focos de cada um, mas ela ainda pode lhes contar essa tal história. Dos graves fortes para os agudos estridentes, do baixo para o alto, os sons da vida se juntaram, e o silêncio se desfez em uma só nota, ainda que desafinada. A atriz aprendeu assim, a cantar.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Pensando bem...
Eu me apaixonei por uma nuca, e a noite fica difícil dormir com o meu travesseiro só falando sobre você. Eu me apaixonei por uma mão, e se você me der seus sentimentos, eu prometo apertá-los forte contra os dedos e nunca mais soltá-los; apesar de que o futuro não me atrai quando eu sei que você é o meu presente. Eu me apaixonei por um olhar, e o que eu mais gosto é de me ver perdida dentro do espelho redondo e castanho que fica no seu rosto. Eu me apaixonei por uma boca, e a minha música favorita se transformou nessa sua voz de menino. Eu me apaixonei por um nariz, e nem Paris poderia encontrar perfume tão doce quanto o seu cheiro. Eu me apaixonei por um cabelo, que tem a cor dos seus olhos brilhantes e é o mundo feito para os meus dedos. Eu me apaixonei por um pé, vezes vestido de grandes grifes, sempre compassado com o meu allstar velho. Eu me apaixonei por uma orelha, e se fez tão bom falar qualquer coisa, assim, só para você me escutar. Eu me apaixonei por um braço fino, e eu não consigo te largar quando o seu abraço é o mais confortável. Eu me apaixonei por um pôr-do-sol, às quatro da tarde, de mochila, que me confunde o seu jeito fofo com a sua criatividade. Eu me apaixonei por um cadarço, que só desamarrou para você se abaixar e amarrar para mim. Eu me apaixonei por um peito, e eu adoro ouvir as histórias que o seu coração conta no meu ouvido. Eu me apaixonei por um sorriso, e os meus dentes querem te morder o pescoço, sim, por quem eu também me apaixonei. Às vezes, eu acho mesmo é que eu me apaixonei por você.
(Dois meses). =)
quarta-feira, 26 de março de 2008
Baile
O divórcio do silêncio profundo com o mais bonito escuro de olhos fechados, se deu com uma nota de piano; ela vibrou até que morresse muda. Queria não conseguir escutar os passos deslizando bem longe de mim, no salão do baile de formatura que não fomos. Os saltos riscam os nossos nomes no chão enquanto eles dançam a nossa valsa. Roubaram a nossa música, ela não se encaixa na festa deles. Nem o nosso vazio caberia no peito deles. A umidade nas paredes do meu mundo apodreceram o meu cérebro. Se cai um cisco, aqui dentro é tempestade e o céu desaba à terra.
quinta-feira, 20 de março de 2008
Eu me perdi... pra você.
As paredes, o teto, a cadeira e a mesa me prensavam, apertavam meu peito que ficava cada vez menor. E por mais que houvessem atribulações, por mais que a briga com os números do tempo ocupassem as minhas mãos, minha cabeça ainda era casa sua. Seu rosto colou nos fundo dos meus olhos e agora é só o que eu posso ver. Seus detalhes me dissolveram, me desarmaram inteira pra você.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Gotejou em mim
Sinto saudades da voz do grafite arranhando o papel. Nesses dias frios em que a chuva faz visita, vem junto a vontade de escrever. Mas receio ter perdido a prática. Eu estou mudando e o que eu escrevo já não me satisfaz e sempre que me volto para a ficção ela acaba ficando grande demais. Tenho visto tantas coisas. Esses dias mesmo dei de cara com uma aparência terrível, que me assustou, me entristeceu. E já faz mais de um mês que eu durmo ao lado de dois sentimentos. Pelo menos eles não pertencem a mesma pessoa, são tão diferentes. A questão é que um abafa o outro.
sexta-feira, 7 de março de 2008
Roseli é quatro anos mais nova que Alberto, o que até os ajudou a se apaixonarem. Conheceram-se pouco tempo depois do carnaval de 1954 em Praia Grande. Quebraram dois ditados, pois o amor dos dois subiu a Serra e continuou mesmo depois de fevereiro. Eu não sei ao certo a história deles, sei que ela se formou em psicologia apesar de não ter atuado muito na área, trabalhou durante anos em uma lanchonete, e ele era técnico de eletrônica. Que eram felizes dava para ver em seus sorrisos. Casaram-se e compraram uma casa no “interior” de São Paulo, numa avenida com nome de idioma indígena. Teve uma noite em que se tornaram o casal mais feliz, o mundo era deles e o tempo também. Noite em que dois jovens brincaram de ser pais pela segunda vez, de mais uma menina, que nasceria no dia 08 do mesmo mês em que se conheceram, do signo de peixes igual aos da água do mar. Seu nome, que teria três sílabas muito em breve se tornaria o título da insônia de muitos garotos e até garotas. Seria apaixonada pela comunicação visual e teria a personalidade in/extrovertida, o desconhecido não a assustaria, apenas a prisão que de vez em quando ela criaria pra si mesma. Ela sentiria amizades e provaria de variados temperos de personalidades, seria difícil não conhecer alguém que não fosse com profundidade. Com seus oito anos, iria três vezes por semana dar comida aos peixes do seu primo, e os alimentaria de ilusões, mas ela saberia que nada duraria pra sempre. Começaria sua faculdade de design ao mesmo tempo em que se iniciaria a construção de sua prisão. Aos 24 anos se casaria com um farmacêutico futuro cozinheiro de sucesso, dono de um humor instável, e contendo toda tranqüilidade para aturar suas crises. Mas o que ela mais gostaria nele seria o jeito com que ele faria nenhum dia repetir o outro. Ele saberia lidar com ela, deixando-a sempre em dúvida. Acho que ela só ficaria com ele por tanto tempo por causa da curiosidade, e o que e o quanto ele sentia por ela, seria um mistério que ela nunca iria descobrir. O que seria mais interessante neles dois, seriam seus nomes, que ficariam bonitos, um seguido do outro, como se tivessem sido previamente combinados. Eles só se separariam depois de 8 anos por causa de uma viagem dele, devido a pós. Essa seria a única vez que ela sentiria muitas saudades de alguém, porque na sua vida inteira, só sentiria mesmo saudades do que nunca teve. Com 53 anos ela publicaria seu diário de adolescência. O livro não teria desfecho, assim como qualquer coisa que ela começasse. Seria bem-sucedida, mas isso não seria suficiente para a sua felicidade, talvez porque essa seria a época em que ela deveria estar trocando as fraudas de seus netos ou ajudando como presente de casamento na entrada da casa de um dos filhos. Desconfio que essa seria a sua maior prisão, a maior que iria construir. Na segunda-feira, dia 8 do mês depois do carnaval em 1964, morreria sem ao menos ter nascido... Ah! Pra que falar do fim se nem começo teve?
Na terça-feira do dia 8 do mês depois do carnaval de 1964 não nasceu nenhuma menina de olhos castanhos com bochechas diferentes, que tivesse o nome iniciado pela primeira letra do alfabeto. Roseli e Alberto só tiveram uma filha, que se chamava Natalia e nasceu no ano de 1959.
E o resto se perdeu em outra época. A errada, eu diria.
Na terça-feira do dia 8 do mês depois do carnaval de 1964 não nasceu nenhuma menina de olhos castanhos com bochechas diferentes, que tivesse o nome iniciado pela primeira letra do alfabeto. Roseli e Alberto só tiveram uma filha, que se chamava Natalia e nasceu no ano de 1959.
E o resto se perdeu em outra época. A errada, eu diria.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Descarregando
Acho que se eu tiver que esperar mais qualquer coisa acontecer eu me mato, ou mais provável, mato alguém. Esses dias andam tão demorados como se segundos não fossem segundos, e sim os próprios dias. Acidentes podem acontecer em tantos lugares, tantos. E um usuário cair no trilho poderia rolar as duas da tarde, mas não, acontece na maldita hora em que vou pegar o metrô, feliz da vida, pensando que vou chegar mais cedo e ver meu namorado. O estresse atinge no mínimo 80% dos mais adultos, 70% são mulheres e a Amanda aqui, estressada e de TPM tem imã pra desastres.
To uma pilha, e to dando choque.
Ai eu mando se foder mas só me fodo toda.
To uma pilha, e to dando choque.
Ai eu mando se foder mas só me fodo toda.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
simples.
O que sei é que quando minha respiração confunde-se com a tua, minha boca te beija sorrindo. E quando teus dedos vêm passear sobre minha pele, meus pêlos se levantam como um “ôla” pra te dizer ola.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Just going
Você já não consegue mais me machucar. E se você pudesse apenas ver o quanto me fez crescer, o jeito como meus olhos nunca mais serão seus. Então eu te daria razões, te daria uma vida inteira para desistir do que você já desistiu uma vez. Te revelaria uma janela e suas cortinas, uma rua e suas idas e vindas. Te daria bom dia e até logo. Te contaria o que eu ouvi na sua ausência, te daria o número das batidas que meu coração bateu sem ao menos lembrar que você existia. Te cantaria todas as músicas que eu conheci desde que você se foi. Mas seria muito se eu te pedisse para que não voltasse?
domingo, 10 de fevereiro de 2008
Que bendito seja
Os segundos como horas, os minutos como dias. Todo esse tempo que engorda tanto enquanto eu engordo de chocolates comidos conseqüentes a sua falta. Esses dedos faltando unhas a sua espera que me anseia. Os tic’s que me devoram e os tac’s que me cospem fora. A noite que eu não durmo esperando pelo teu boa noite, palavras essas que não podem ressoar em meu ouvido, de pertinho, me esquentando, me confortando. Mas se eu dei mesmo a sorte elas podem vir aos meus olhos.
É, esse tempo maldito que se demora tanto na minha solidão, mas se vai tão rápido quando posso te beijar cheirando, te tocar olhando, e me arrepiar te vivendo. E se sua boca se cala não para me beijar o seu silêncio tortura quando os meus pensamentos querem pensar o pior. Os meus pensamentos mais malditos que o tempo que me faz imaginar te perder. E por essas e todas as outras coisas minhas pernas chegam a tremer.
É o amor, o amor - esse outro maldito – que bate aqui...
É, esse tempo maldito que se demora tanto na minha solidão, mas se vai tão rápido quando posso te beijar cheirando, te tocar olhando, e me arrepiar te vivendo. E se sua boca se cala não para me beijar o seu silêncio tortura quando os meus pensamentos querem pensar o pior. Os meus pensamentos mais malditos que o tempo que me faz imaginar te perder. E por essas e todas as outras coisas minhas pernas chegam a tremer.
É o amor, o amor - esse outro maldito – que bate aqui...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Em meio a (feli)cidade, longe do mar.
Não tenho mais momentos para descrever-lhes, eles não saem em palavras, todos os meus últimos momentos são tão bons que grudam em mim e fazem com que eu não queira dividi-los. Eu não preciso nem da brisa do mar pra me sentir voar. Eu sou egoísta com o que é meu. Mas tem uma coisa que quero lhe cantar: “Eu só penso em você, em querer te encontrar...”.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
O pingo dos 3 i´s.
Agora que está tão próximo eu vejo, ainda como que em um filme de época desgastado, esses tortuosos 6 anos. Eu vejo também como o ser humano é adaptável e sugestivo. "Dói no início, depois acostuma" A frase que soava absurda, foi aos poucos sendo incorporada e, no final, estamos acostumadas. Percebe como o tempo da colocação anterior está confuso? Então eu acertei na hora de formular. Ela é bem apropriada pra expressar realmente o que foram esses 6 anos aqui. Tempos confusos! De dúvidas, medos, lugares vazios, questionamentos, saudade, arrependimentos, espera, esperança. E não teria como narrar, de nenhuma forma, os 2.190 dias em que você não estava presente. Nem nossos três olhares juntos irão te dizer. Os aniversários perdidos, as fotos com o lugar desocupado, as nossas formaturas, as várias mudanças, a minha adolescência chata, os domingos sem almoços exorbitantes, os Natais apagados, meu primeiro porre, a segunda cama vazia, todos os animais que aqui passaram, os namorados, os costumes deixados pra trás, a luta diária de uma mulher, nossas conquistas, nossas perdas e por conseqüência, todo o nosso amadurecimento. Nada disso alguém poderá contar. Nem aqueles que se ocuparam tão bem na função de especular, opinar e nunca estender uma mão. Lembra da menina de uniforme? Ela já é mulher. Perdeu alguns quilinhos, cresceu, não largou os tênis e agora vai ser professora. Já tem noção da situação, quando a convém da uma de "Alice" e vai continuar precisando de ti pra matar os insetos voadores. A mais velha, a miss simpatia, só aperfeiçoou valores. Continua sendo a leonina teimosa que sempre foi. Não ganhou a mobilete, mas ganhou muita personalidade. Tem casa, carro, marido e muitos sapatos no armário. Acho que foi ela quem ocupou o lugar de homem quando fosses embora. E você ainda vai precisar continuando dela pra te fazer rir. Já aquela velha guerreira que te deu tchau naquele junho, é ainda maior. O olhar guarda um pouco de cansaço, talvez cansado pela solidão, mas ela já não fuma mais. Trocou o cigarro por força quando perdeu, sem desejar, o melhor amigo. Continua sendo o centro das atenções onde quer que vá, e foi ela quem manteve as estruturas de tudo que vais ver por aqui. Sabe, ela não teve que exercer só o teu papel, não. Ter duas filhas mulheres e ainda geniosas como as suas, pode servir como a penitência de um grande pecado. Precisa-se ser mãe, pai, médico, psiquiatra, bruxa e às vezes até se fazer de morta. Mas ela sempre deu conta do recado. Dos teus, dos meus, dos nossos. Sempre caminhou junto, foi tua cúmplice e aquela que te deu segurança na hora de partir. Você sempre soube que estávamos nas mãos mais fortes desse mundo. Que ela era a garantia de que quando você voltasse as duas meninas estariam bem educadas, fortes, coradas e com o famoso laço rosa de tule na cabeça. Mas será que foi essa certeza que te deixou demorar tanto então? Claro que não! Nunca culpamos os heróis. Nessa história injusta, em especial, todo o referencial de família, educação e persistência foi culpa dela. Que nos permitiu voar longe, sempre embaixo de sua capa. Que nos cedeu superpoderes para agüentar todas as malditas dificuldades que passamos. E não pense que estou te apagando desse processo! Graças a ti todo mundo aqui se tornou mais forte e certamente não há situação que nos derrube. O período serviu também pra mostrar que nós quatro temos só a nós quatro. Casa-se com estranho mesmo, mas o estranho acaba se tornando o pai dos teus filhos, com genes iguais àqueles da tua maior riqueza e essa conexão é pra sempre. Minha mãe sempre disse: "haja o que houver, respeite sempre teu pai", "teu pai é o melhor pai do mundo". E agora eu não sei ao certo se te amo tanto devido aos conselhos de minha mãe, ou se é porque dormiu comigo durante quase 16 anos da minha vida, quando monstros e ladrões moravam no meu quarto. Não sei se te acho realmente o melhor pai do mundo por isso, ou porque nunca me deixou faltar nada. Não que eu ache que telefonemas alternados na semana compensem a falta que tua figura fez bem na hora em que eu resolvi crescer, não. Mas o destino fez com que longos períodos se tornassem curtos pra mim. E no que diz respeito à proporção, vejo que os anos que temos pela frente somam muito mais que 6 anos. Você estará nos 6 anos dos meus filhos, no meu aniversário de 6 anos de casada, quando eu pagar a 6ª parcela da minha casa própria, e você estará no próximo dia 6 (...). Eu não quero recuperar tempos perdidos, pai! Eu espero que agora possamos construir juntos novos tempos. Nós 4 e a certeza, nascida junto com muita saudade, de que somos invencíveis quando lutamos juntos. Tomara que você se orgulhe do que hoje somos e que eu veja no teu semblante tudo aquilo que completa essa casa. Não como antigamente, mas como agora. Vai ser uma família legítima só depois de passar por certas situações, mesmo. Mas chega, acabaram as férias. Agora volta para o teu lugar...
Informe
Ah, meu outro blog, ah, eu o excluí! E agora já foi, não me perguntem como nem porque.
Então, um recomeço para recomeçar.. E tudo de novo.
Então, um recomeço para recomeçar.. E tudo de novo.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2006
de modelar
Acontecia em 1997, quando as horas passavam devagar, com segundos melódicos e tristes, um por um tão devagar, esperando e receando um telefonema.
Um dia frio, na mesinha da sala, brincando com a massinha laranja, imaginando um arco-íris de pessoas com o rosto, ora vermelho ora verde, e alguns só laranja.
Infância perfeita até então! Medos se perderam ao buscar um livro, sozinha no escuro, aonde eu mordia minha mão me perguntando “Por que comigo? Por que com ela? Por quê?”. Mais naqueles instantes eu vi que existiam medos bem maiores do que o escuro, ou o medo de ir mal na prova do dia seguinte.
Um dia frio, na mesinha da sala, brincando com a massinha laranja, imaginando um arco-íris de pessoas com o rosto, ora vermelho ora verde, e alguns só laranja.
Infância perfeita até então! Medos se perderam ao buscar um livro, sozinha no escuro, aonde eu mordia minha mão me perguntando “Por que comigo? Por que com ela? Por quê?”. Mais naqueles instantes eu vi que existiam medos bem maiores do que o escuro, ou o medo de ir mal na prova do dia seguinte.
Descobri que a perda era pior.
E a partir deste dia, eu imagino coisas bem diferentes!
Aonde uma família tem cor bege - rosa, e cabelos nem sempre castanhos. Aonde eu não tenho que moldar nenhuma delas, elas se moldam por si só. Aonde os amigos imaginados não precisam ser do meu jeito, e sim do jeito que são.
E eu achei bem melhor, porque depois da brincadeira sempre eu amassava de novo, e a massinha voltava a ser, só cor de laranja.
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