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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Sem horas e sem dores.

Jaz a notícia do extraordinário homem que nasceu de cabelos azuis.

Jazem também os cabelos amarelos e alguns fios de vermelho. E estirado sobre o chão, jaz o corpo do velho castigado.

É triste ser deixado.

Jaz, aqui, o homem que nasceu com o maior nariz do mundo. Jazem também a enorme boca maquiada, e o seu semblante carregado.

É triste esconder.


Jaz, em suas mangas, os truques já manjados. O truque no olho e o olho borrado.

É triste ser passado.

Jaz o homem que não veio de mãe, e não deu no pé. De lugar nenhum e no canto qualquer.

É triste não saber.

Jaz, aqui, a história do extraordinário velho engraçado,

ou

do homem que na vida teve que maquiar a boca pra sorrir.



Quebra-se a rima:

É triste ser palhaço.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

sem titulo

Eram quase nove horas quando ele atravessou a sala com tudo. Bateu a porta de um jeito que fez estremecer todas as paredes da casa. Encolhi os ombros, serrei os olhos com o barulho, e senti estremecer até os meus ossos. Não me arrependi. Talvez ele nunca fosse entender mesmo, e eu não precisava que ele entendesse. Para ser franca, nem queria. Quem sabe se eu devesse ter corrido atrás dele, gritado seu nome, se pelo menos lhe desse um pequeno abraço que seja. Um abraço não curaria nada! Eu sei disso porque anos atrás quando eu saí batendo a porta, a última coisa que queria era a porcaria de um abraço.
Olhei entusiasmada para a janela toda molhada de chuva, sempre achei que ela ficava mais bonita assim. Uma folha de árvore, bem grande, grudou no vidro por alguns segundos. Aproximei-me e vi que era seca, então caiu. Logo voltei meu pensamento nele, aquele que fiz sair feito um furacão tão furioso que destruiria uma cidade inteira só para aliviar sua raiva. Grande bosta, ele caiu como a folha, e de tão seco que era não fez falta. Caiu de seco que era. E acredito que seria impossível calcular quantos quilos aquele garoto pesava para mim.
O cigarro ainda queimava no cinzeiro, em cima da mesa de centro. Eu o acendi logo que resolvi falar tudo de uma vez. Foi tudo isso o que durou a nossa briga. O fim de meses inteiros, anos contadinhos dia por dia, resumiu-se nesse meio cigarro queimado. Uma pena, deve ser para ele. Uma pena deve ser para os olhos daqueles que nos acompanhavam como se fossemos uma novelinha. Uma pena para os tios, os primos, e os amigos que nos azucrinavam nas festinhas de família. Uma pena também deve ser para aqueles invejosos que tinham o que invejar e agora não sobrou mais nada. Na verdade eu não me importo muito mais.
Abri a geladeira, eu sempre faço isso para matar o tempo. Agora eu queria fazer alguma coisa com o tempo. Estava ficando deprimida. Acho que meu egoísmo me pegou severo demais. Mas toda vez que eu pensava na boca que eu já havia enjoado, subiam-me náuseas. Era um desgosto só imaginar tudo de novo, todo aquele tempo que hoje está morto. E eu falando em matar tempo. Nunca matei tanto tempo estando ao lado de alguém. Exatamente assim, acho que estávamos apenas matando o tempo. Matamos belos meses, maravilhosos dois anos e poucos dias, doze horas e meio cigarro queimado. Bom, agora até o cigarro já havia apagado.
Fico pensando se algum dia eu o topar pela rua. Caminharíamos algumas quadras juntos, ele forçaria um sorriso escancarado e eu me encheria de tédio, mas seria bem agradável. Ele certamente perguntaria a quantas anda a minha vida, e comentaríamos de alguns conhecidos. Depois na esperança de me conquistar de novo, ele me convidaria para um encontro, só para quem sabe, algum dia, ter a chance de me massacrar como eu fiz anteriormente. Talvez eu até deixaria escapar um sorriso sincero. Nos despediríamos na próxima esquina e haveria mais um fim de um dia estúpido, daqueles que só servem para enxer sua vida de horas.
Entretanto, se eu acabar por me apaixonar novamente por ele, seria por algum detalhezinho que eu ainda não fui capaz de enxergar. E aí, ele seria uma outra pessoa, tão nova quanto uma daquelas que se vê pela primeira vez em um bar. Porém, esse futuro nem sequer existe, e eu não quero que venha a existir.
A realidade é que eu já o troquei, por alguém bem menor que ele. Mas que se encaixa perfeitamente nessa porção limitada que eu sou. Os seus braços se parecem mais com os meus. Simplesmente fui correr atrás dos meus interesses.
Deitei no sofá, brincando com controle remoto da televisão enquanto paquerava o telefone. Eu tinha para quem ligar, só não queria ainda.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Mais um mês

Não consigo ficar se não for totalmente apaixonada pela maneira como você transforma as minhas coisas. Sou tão livre para ser quem sou, e é justamente o seu sorriso quem me liberta. Sabe, eu não esqueço nunca do primeiro dia em que te vi no salão e do seu cabelo grande que me chamou a atenção. E eu acho tão lindo o jeito como você fecha os seus olhos, e como você me espia enquanto eu te espio me espiar, e também o jeitinho como você fala que é tão seu, gosto até de como você canta as músicas que eu odeio! Gosto de como você me abraça na rua, e de como você beija, como você me beija. Eu só queria dizer o quanto eu te amo, e que eu sempre durmo para te ver no dia seguinte.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

uta.

Aquela cara de desastre vestia tudo a sua volta. Ela só gostaria de ter pípulas que carregassem toda a angústia para longe do seu alcance, num canto escondido bem no fundo do seu corpo. Sim, seria pedir demais adiar os problemas, pois tudo se acumularia de qualquer forma no fim. Não se pode esquecer uma decepção, não tão fácil assim.
Algumas músicas a empulsionaram escrever. Mas não cartas de amor, implorando para a sua felicidade continuar nos braços de quem sempre esteve. Ela mal conseguia assistir seu sorriso através do espelho - havia ficado muito amarelado.
Agora, só faltava aturar o seu pior pesadelo até que terminasse. Enquanto isso, prometia para as paredes de seu quarto e para os quadros mortos do corredor, que iria parar de chorar em vão. Porém, vãs, eram suas próprias promessas. Tudo bem, vai... pelo menos o escuro escondia a sua tristeza, e o futuro, mais tarde, a confortaria com erros engraçados. Percebe sua vida começando à partir desse não ardido? Sei que é difícil, mas tente entender: foi apenas a negação de uma escolha única; te sobra todo o resto. Já está na hora de cair em si.

- Ei, não volte para mim.

A liberdade se fantasiou de mudanças que ela ignorou por tanto tempo, que agora lhe corre pela espinha uma enorme sensação de vergonha. Que puta idiotice! Mas sempre dá tempo, tem que dar. Coloque os óculos, querida. Você já pode ver.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

quem levα αs estrelαs emborα

quαndo é diα?
quem tirα meu cαnsαço
enquαnto eu durmo?
quem trαz o αmor
vestido em umα pessoα?
quem colocα αs pαlαvrαs
dentro dα lαpiseirα?
quem sαbe o que é sentimento?
quem diz o que sinto por dentro?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

transposto.

Talvez você tenha uma idéia relativa do quanto você é importante para mim. A culpa da frase ter o relativa, talvez seja minha. Talvez, a frase não precise dela. Talvez a minha cabeça que se confunde com o modo certo ou errado de enxergar as coisas, e com o modo que as coisas são, relativamente, sendo. E o que é? É a confusão que todo sentimento provoca nas nossas idéias. Lembrando e relembrando sorrisos, palavras, toques, nucas e cílios. Mas com confusão, ou sem ela, é você que bate e rebate nos meus pensamentos por todo tempo. E eu sei que você sabe,
eu te amo.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Para um dos meus fantasmas

Isso soa como idiotice, mas ultimamente eu tenho me imaginado de frente com você, tocando no violão suas músicas favoritas. Será que você desviaria o olhar se eu cantasse para os seus olhos? Não sei tocar violão.
Queria já estar acostumada com o barulho que você deve fazer quando coloca as chaves em cima da mesa, ou saber que você chegou de ouvir o som da porta bater. Mas nossa rotina não se cruza dessa maneira.
Acho que nunca te contei, mas eu ainda acordo de madrugada procurando seu cheiro nos lençóis. É que o seu nome ainda não consegue me descrever seu perfume. Tem noites que paro pensamentos em como eu gostaria que meu travesseiro fosse seu peito, porque nessas últimas semanas, eu tenho dormido de lado só para que você caiba na minha cama.
A verdade é que paraliso toda vez que passo por alguém que tenha nos cabelos e olhos a mesma cor dos seus. E quando já nunca te esqueço, todo canto me faz te lembrar, você cabe em todos os lugares. Bem que poderia estar aqui para apagar as luzes e beijar a minha boca.
O que será que você faz enquanto escrevo? Tenho inveja de qualquer um que te conquiste a atenção, e tenho ciúmes de todos os seus sonhos. Tenho raiva daqueles que te querem, e tenho vergonha de admitir. Tenho muito medo dos seus planos e de não estar neles. Tenho tanta sorte de me sentir como sinto, mas sei também do azar que é não poder te encaixar o tempo todo aqui comigo. Tenho pensado bastante em nós e no que - ainda - não somos. Odeio estar tão apaixonada, mas é o que mais me faz sorrir.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

método

Olhei pra cima, instântaneamente olhou também.
Dizia estar procurando algo, rodiava em volta das árvores, andava rápido pela grama.
- O que é que você tanto procura?
- Eu perdi, perdi um beijo. Me ajuda a encontrar?
Então ele me deu um beijo.
- Encontrou?
- Não, não. Preciso procurar melhor...



[Continuamos nos beijando por toda a tarde.]

sábado, 28 de junho de 2008

O se não existe

E se meus olhos tivessem mesmo virado fumaça e a calçada uma cama, o nosso tempo seria aquele único minuto para sempre. Se as luzes fossem embaçadas por menos de um efeito, o chão e o céu se misturariam desfazendo o nosso limite. Se miligramas de lagrimas não distraísse nosso corpo, não nos sentiríamos como um sentimento de vento. Se eu fosse você, meu coração ocuparia o peito inteiro. Se eu não tivesse nascido para você, simplesmente não existiria.


[Feliz 5 meses!]

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Tempo perdido

Os olhos cansados não dão trégua, e o cansaço faz que rola na cama, te cutuca, te chama para acordar, acordar sem nem ao menos ter dormido. É o tempo perdido; no escuro de becos intravenosos, em sussurros e suspiros de batimentos cardíacos, nas palavras esperando por não serem ditas.
A gente se cala na poeira, se mantém em desuso. Mas se apaixona por planos jogados nas calçadas, pendendo entre as valetas da rua. Que infantilidade querer chamar a atenção de nós mesmos para estímulos de pseudovida e falsa liberdade. Pois falta sono e sonhos palpáveis, litros de cafeína e quilos de chocolate que poderiam se tornar a cura da ansiedade.
Mas deixa que eu me resolva na distração da tentativa de descrever o gosto do céu onde você me tem levado durante todos esses dias, e gastarei a eternidade tentando dizer o que assisto nos seus olhos. Preciso da sua certeza de me ter em seus braços por todos os seus amanhãs.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Um ano e mais um dia.

Deitada no assoalho, molhando a manga da blusa com dores de cutuvelo, dormiu. Afastou os pensamentos das noites de festa em avenida movimentada, dos abraços com cheiro de confiança, das rodinhas de violão com músicas repetidas. Desfez os sorrisos falsos. Chorava a nostalgia, e a falta de tato que tinha o passado. Era a perda, não de uma pessoa, mas de muitas personalidades. Reclamava o começo de um fim, gritava o distanciamento da juventude. Primeiro foram lhe tirando o chão, depois lhe foi imposto um teto. Os joelhos que já não funcionavam mais, dobraram e cobriram a barriga. Por horas, ainda ao assoalho, ficou em formato de feto com os olhos vendados pelas lágrimas. Abafou a respiração e passou a rir, num ponto de desespero. Deu-se conta que outra menina sentará no seu lugar, abraçará seus outros amigos, cantará as mesmas músicas e vai rir das mesmas coisas. Ninguém é insubstituível por tanto tempo.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Frio que não se sente.

Dois cheiros são divididos pela difurcação de idéias. A mente correndo a milhões de quilômetros por hora, passa por cima de qualquer fraqueza; não há fome, medo ou vontade que não possa ser feita. O mundo é você, e você se torna o mundo, podre e cheio das suas imperfeições. Mas são seus braços que desentortam as placas e as ruas mal feitas. O ar limpo clareia os pulmões e as pessoas desaparecem de tão desnecessárias. A velocidade abraça as palavras que saem atropelando umas as outras, de repente existe tanto para ser dito. Os dentes resistentes mastigam toda a covardia, e o amargo na garganta domina a boca toda. Estáticos e sincronizados a qualquer movimento, os olhos não dormem. As pernas ousadas querem ganhar o asfalto em cima dos pés alados, enquanto o nariz anestesiado por tanto perfume se perde no frio, no frio que não se sente.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Abstinência

Costas com a parede, braços de abraço com os joelhos. Os ponteiros que giravam eram a sua única preocupação. Ansiosa pelos minutos, o frio lhe castigava o rosto e os lábios maltratados estavam ressecados. A barriga reclamava por comida, e ela só reclamava a solidão. Quando é noite e escuro, tudo parece mudar de cor e tamanho. E assim, se via pequena demais para aquela sala, quase sem móveis. A distração cochilou nas luzes que passavam correndo pelo seu tapete, sempre que um carro dobrava a rua com os faróis acesos. Mas logo vem o sol, pontual, pensou ela. E esperava por sua visita, e pelas visitas que viriam com a sua visita. Aguardava o calor e guardava rancor.
Recobrando o gosto do passado decadente que caindo lhe trouxe até alí, como quem leva um tropeço em um lance de escadas, dois pingos de tinta vermelho sangue com cheiro de ferro, mancharam o jeans. Era o nariz chorando as sensações de poder dos tiros de rebeldia.
Ela se levantou e foi até o lixo do banheiro. Nasceu esperança de recuperar os dois anos que abandonou ao acaso. Mas já era tarde. Lembra? O sol estava a caminho.

domingo, 11 de maio de 2008

Quando encosta o fim

Deve ser horrível envelhecer. A cozinha branca tinha alguns detalhes em preto e cinza, e a mesa entupida de comida, estava cercada pela família toda. Um homem frágil feito um bebê tinha a pele manchada, a boca trêmula e os braços sem força alguma. Tantas vozes juntas e mesmo assim, seus ouvidos se perdiam nos seus olhos, que se perdiam no seu próprio passado. Ele assistia à sua infância, à sua timidez no primeiro encontro com a velha sentada ao seu lado, aquela moça de quando juntaram as vidas. Já foi neto, filho, irmão, pai, tio e avô. Já foi, e já está indo. Nem o relógio lhe agrada mais no pulso, o tempo passa assustador. Os gestos amargos cresceram junto com os anos, e já não existem mais chances de consertar a maioria dos erros. Das coisas que ele vai deixar para trás, só sentirá falta do que nunca teve e do que deixou de fazer. Coisas que viraram um buraco, do tamanho do seu corpo, uma cova bem funda no esquecimento das gerações não nascidas.
Então ele se levanta, porque já é hora de ir. É hora de estar em casa, de tomar remédio, de ir dormir. As pernas desobedientes mal erguem sua coluna, e os braços desconfiantes se agarram a qualquer coisa para mantê-lo em pé. Fala do prazer de rever todos os presentes, um abraço e um beijo de cortesia para cada um. Sua mão passa pelo encosto de todas as cadeiras, pelo ombral da porta, e pela maçaneta também. Chega a ser vergonhosa a falta de precisão, mas ele finge que passa por cima, e que não acabou. Deixou a casa na esperança de voltar no ano que vem, mas vai saber quantas mais hemodiálises ou injeções de insulina ele irá sobreviver. É tudo uma questão de tempo.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Decrescente

A brisa da noite penteou o cabelo dela para o lado, mostrou seu rosto avermelhado e ele, dono da mesma vergonha, se manteve o tempo todo parado. A postos na calçada, esperando os carros passarem, o farol se aliou a eles e resolveu mudar sua cor, parando o tempo em volta. Pronto, sem muito ensaio as mãos se encontraram e a rua se fez livre para atravessar. Mais tarde, seria a chave da porta da frente quem mostraria o cenário do segundo ato.

Capitulo dois: A desconquista

O beijo molhado tinha sabor de decepção temperado à falta de atitude, o sofá não era tão macio e o silêncio ensurdecedor feria os ouvidos. Dos beijos que recebia no pescoço, ela refugiou seus olhos na lâmpada acesa, na esperança de que talvez a luz pudesse avisar o mundo, ou quem sabe algum curioso, de que duas pessoas ocupavam aquela sala. Mas a luz fugiu nos dedos frios de um homem tão menino que preferiu se mascarar com o escuro com ajuda do interruptor. A partir daí, se descorreu uma sucessão de erros. A lâmpada desligada vendou a menina. Cega para admirar as qualidades dele, ela passou a tropeçar em tantos defeitos quanto lhe fosse possível, já que no claro - como havia se acostumado - os detalhes que via formava um rosto composto por métricas perfeitas que paralisava os seus pensamentos. Mas agora esse rosto estava perdido no preto, e seus pensamentos corriam junto de um grito surdo, um grito de socorro abafado naquele apartamento. Então a angústia invadiu o peito dela, a angústia presa nos lábios masculinos dele, tão delicados quanto os dela, femininos. A angústia dormiu na menina, a menina dormiu no menino e a lua dormiu no dia.Num dia seguinte com a manhã mais bem vinda de toda a sua vida, o ar condicionado do táxi arrepiou todos os pelos da mesma menina. E olhando a rua e suas composições sem prestar atenção, ela sentia falta do café da manhã que lhe deveria ter sido oferecido com um sorriso escancarado. Distraída com o sabor do suco que cairia melhor com a refeição, confundiu a voz do taxista com a do seu próprio pensamento. De volta para a realidade, ao bater a porta do carro, alegrou-se por estar mais leve, livre para amar outra pessoa.