sexta-feira, 7 de junho de 2013

do sono, e para a sua ausência

Do sono que eu fugia ontem a noite, eu fugia para os seus olhos. E te pedia com meu corpo encostado no seu que não dormisse, que meus beijos te acordassem, que minhas mãos despertassem a vontade que repartíamos, porque já não tinha janela que iluminasse um dia melhor. A menos que a noite se estendesse em outros dias corridos, e o tempo se contasse diferente, ou escapássemos dos relógios, e não batessem à nossa porta, e não tocassem os celulares, e nem cantassem os pássaros ou levantasse a cidade. Somente assim então, eu ainda agora estaria refugiada nos seus olhos.

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