segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Para um dos meus fantasmas

Isso soa como idiotice, mas ultimamente eu tenho me imaginado de frente com você, tocando no violão suas músicas favoritas. Será que você desviaria o olhar se eu cantasse para os seus olhos? Não sei tocar violão.
Queria já estar acostumada com o barulho que você deve fazer quando coloca as chaves em cima da mesa, ou saber que você chegou de ouvir o som da porta bater. Mas nossa rotina não se cruza dessa maneira.
Acho que nunca te contei, mas eu ainda acordo de madrugada procurando seu cheiro nos lençóis. É que o seu nome ainda não consegue me descrever seu perfume. Tem noites que paro pensamentos em como eu gostaria que meu travesseiro fosse seu peito, porque nessas últimas semanas, eu tenho dormido de lado só para que você caiba na minha cama.
A verdade é que paraliso toda vez que passo por alguém que tenha nos cabelos e olhos a mesma cor dos seus. E quando já nunca te esqueço, todo canto me faz te lembrar, você cabe em todos os lugares. Bem que poderia estar aqui para apagar as luzes e beijar a minha boca.
O que será que você faz enquanto escrevo? Tenho inveja de qualquer um que te conquiste a atenção, e tenho ciúmes de todos os seus sonhos. Tenho raiva daqueles que te querem, e tenho vergonha de admitir. Tenho muito medo dos seus planos e de não estar neles. Tenho tanta sorte de me sentir como sinto, mas sei também do azar que é não poder te encaixar o tempo todo aqui comigo. Tenho pensado bastante em nós e no que - ainda - não somos. Odeio estar tão apaixonada, mas é o que mais me faz sorrir.

2 comentários:

  1. Blá, blá, blá...
    A paixão que faz o mundo sorrir...
    Sentimentos...Bem subjetivo, interessante!!!

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  2. E, como sempre, não sei fazer um comentário sucinto sobre tuas escritas, Pê!
    (claro, não sou crítico literário!)
    Só sei duma coisa: esse texto aqui tá muito mais forte e amadurecido que os demais.
    Dá uma pancada bem de leve, sutil, mas não deixa de bater.
    Me deu até vontade de escrever de novo, me lembrei que somos afinados com essa tal escrita.
    Me cutucou, me chamou, me convidou, me fez sentir.

    Não leve esse comentário a mal, e até o apague (caso seja necessário), mas eu te daria um beijo na boca após ler esse texto!

    Vai um na bochecha.

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