quinta-feira, 13 de agosto de 2009

corte em carne viva

Portas de casco podre, que falam no oco, que desafiam com a pedra na mão a janela de vidro, intacta. Em fundo de quintal um jardim de espinhos coloridos, de se colher e entregar como presente romântico.

Chove, transborda e escorre casa a fora, rente ao asfalto quente, das chuvas de verão, das nuvens de passeio, pés de aquaplanagem e nós em contra mão. Granito em baixo de vaso de vidro, um gole de água, a cortina de renda toca de leve a menina que triste chora na casa vazia.

2 comentários:

  1. não quero entender o porque do texto triste.



    na verdade, eu naõ quero é acreditar que voc~e está triste!
    :/

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  2. Que texto lindamente triste.
    Me senti lendo Clarice Lispector agora.
    Você escreve muito bem.
    Visitarei seu blog mais vezes.
    Aliás, já coloquei seu blog nos meus favoritos.
    Beijo.

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