terça-feira, 27 de maio de 2008

Frio que não se sente.

Dois cheiros são divididos pela difurcação de idéias. A mente correndo a milhões de quilômetros por hora, passa por cima de qualquer fraqueza; não há fome, medo ou vontade que não possa ser feita. O mundo é você, e você se torna o mundo, podre e cheio das suas imperfeições. Mas são seus braços que desentortam as placas e as ruas mal feitas. O ar limpo clareia os pulmões e as pessoas desaparecem de tão desnecessárias. A velocidade abraça as palavras que saem atropelando umas as outras, de repente existe tanto para ser dito. Os dentes resistentes mastigam toda a covardia, e o amargo na garganta domina a boca toda. Estáticos e sincronizados a qualquer movimento, os olhos não dormem. As pernas ousadas querem ganhar o asfalto em cima dos pés alados, enquanto o nariz anestesiado por tanto perfume se perde no frio, no frio que não se sente.

Um comentário:

  1. Pirata, vizinho teu!2 de junho de 2008 05:42

    Eu poderia até dizer que você fala dum solitário lotado de cocaína.
    (parece cocaína-á, mas é só tristeza)

    Se engana ao pensar que não te leio mais.
    Deve ser por causa da falta de coment's meus por aqui, né?
    Querendo, ou não, nossos comentários acabam caindo na repetição.
    Mesmo assim, bom lembrar da nossa "parceria", que não existe de fato, mas é uma comunhão, ou um calvário nosso.

    É, eu não sei fazer comentários sensíveis.

    Beijo no tímpano, Pê!
    (sem causar dor)

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