quarta-feira, 1 de abril de 2009

pra que perguntas?

Desiste de vez da minha mão, se sou só eu que seguro na sua. Não existe mais reciprocidade, não existe mais nós dois. Existe eu e você, separadamente. Quando o amor começa a desbotar, ele não pára. E desbota, e desbota, e desbota, preto no branco. Perdeu suas cores e seus sentidos. Perdeu as esperanças e as boas vontades. Você se perdeu no caminho pra casa. Eu me perdi completamente.

Onde você esteve nesse tempo crucial? O que você estava fazendo? Com quem você andava? Porque eu ainda pergunto? Pedidos ajoelhados nem se quer foram considerados.

E eu querendo que você cuide de mim, se foi eu quem me deixei descuidar.

Cansei, abrir mão de algo já sem valor é mais fácil do que continuar jogando pedras na minha própria ferida. Não entenda, como sempre. A culpa é sua, mas é mais minha.




Eu te amo.

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