segunda-feira, 5 de outubro de 2009

...então ela rasgou este pedaço de papel.

Querido,

a verdade é que nos recuperamos do vicio de viver entrelaçados.
Os carros não atravessas mais o reflexo de nossas mãos dadas, não flutuamos e nem rastejamos. Somos nada. Mergulhamos juntos em mar azul e voltamos à margem do esgoto, sem alegria alguma nos separamos. Fomos feitos para o mundo, sabe disso, mas vez ou outra algo me emociona, e meu amor sem esperança por você toma as páginas dessa carta, e agora...

4 comentários:

  1. imaginei o papel rasgado jogado no chão ao lado da escrivaninha, e uma garona sentada sobre as pernas na cadeira, com o queixo em uma das mãos, olhando pro papel do chão, rasgado e amaçado, ao lado da escrivaninha, jogado, jogada...




    perdida...

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  2. a comparação de um relacionamento a mergulhar num mar azul e emergir no esgoto me faz imaginar uma menina que ao rasgar a carta se mantém liberta, não jogada e perdida, não faria sentido. perdida seria admitir a falta de esperanças e se contradizer logo em seguida, o q não ocorre no texto, é o contrário. não é claro isso?
    bom, eu gostei pq gosto desse momento qdo os olhos se abrem, hehe. e o seu lado romântico consegue se manter firme mesmo ao escrever algo assim, q vai contra si mesmo, gostei. rs

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  3. Renan, to te sentindo tão não-apaixonado...

    (no sentido romântico e sonhador da palavra)

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