domingo, 4 de novembro de 2012

quando volta o romantismo

Não sei mesmo como entrei nessa situação, nada poderia ser mais inesperado. Juro que estava andando sem pressa, mantendo sempre a calma na frente. Mas tudo nele é tão viciante. Ainda não sei dizer o que é que ele tem. Ontem mesmo, eu estava dentro de um ônibus, tomando conta da minha vida, e ele apareceu em algum trecho de qualquer música que tocava nos meus fones de ouvido. A primeira coisa que fiz foi abrir a caixa de texto do meu celular para digitar algumas palavras para ele, daquelas palavras que adoramos ouvir. Não sou assim. Na verdade, sou. Mas estava mesmo mesmo tentando fugir desse negócio todo. Estava tentando ser alguém sensato, diferente do que já experimentei, e tentando não me deixar levar por ninguém. O pior é que ele não me leva, ele me traz. É esquisito, eu sei. A questão é que não me sinto perdida de mim, perdida na vida de uma outra pessoa. Estou certa das minhas próprias coisas. Ouso dizer que estou livre. E quando ele liberta as minhas frases rimadas, meus sonhos pintados, meus longos suspiros... Ele me traz, definitivamente, ele me traz de volta.

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