sábado, 20 de junho de 2009

questão de paixão

Os dois não sabiam se conquistar de jeito que fosse ao mesmo tempo. Antes ele quis dos olhos da garota toda a erupção de seu jeito. Em sua posição de mulher foi difícil até que a nuvem não agüentou e derramou do céu todo aquele mar de lágrima misturado com o seu beijo diferente. Garoto que faria qualquer coisa por aquilo só teria quando não o quisesse mais. O mundo ao redor mal sabia dos caminhos que juntos os dois traçaram - parecia que se alguém descobrisse a mágica de nada valeria. Acostumada com aquilo, ela foi dançar para outros lados, dava e retirava como manda a lei natural dos amores. Urbana e iludida, cansava de esperar pelo o terceiro dessa história. O cenário não mudava, beijava-os no mesmo lugar, cada um no dia que o outro se ausentasse. Quando o fio de uma marionete se desmontava puxava a da outra e nunca ficara sozinha no palco. O personagem que não é o principal foi viver uma história de amor verdadeira e dita ao mundo todo. A garota só aceitou. Sobram então duas personagens. Há neste instante uma passagem de tempo, mudam-se as estações climáticas e a do rádio. O todo apaixonado se conforma e como última tentativa em sua desistência nunca declarada, foi amar outros olhos, outra boca, outro lindo sorriso de outra personagem que tem nome – mas que não aparece na peça da autora. Pode-se tocar uma melodia de transição. O menino de um extremo no palco joga um pedaço de pano vermelho simbolizando o seu amor á ela. Ela o recebe e os papeis se invertem – mas o público não deve perceber. No fim, enquanto os espectadores esperavam que a vilã da história se desse mal (como de habitual) ela simplesmente ficou parada e olhou para a boca de cena e viu que um quarto olhar que a prendia a prendeu de vez. Temo não ter sido clara: há na história um conto de quase amor dos dois dos personagens principais. Que de inicio ele a amava e que com o decorrer dos acontecimentos ela foi atrás de querer ele de verdade. As verdades dessas páginas querem dizer que as duas falas principais nunca foram ditas juntas e ao mesmo tempo. De cada um sobrou um drama, uma peça separada da outra. Atores e personagens foram viver diferentes experiências a fim de um dia compartilharem do mesmo monologo.

3 comentários:

  1. bem confuso, esse.



    acho que você não falou de você, e se falou, misturou bem nessa confusão toda.

    ResponderExcluir
  2. Amandoviski!!

    Aqui é Cíntiacrazy
    adorei esse texto
    parece uma parte de minhas experiências sendo detalhada com uma linguagem sútil e leve...
    Você escreve muito bem...
    Obrigada por deixar o link no orkut.;.
    pois não foi por acaso que esse texto chegou até o meu olhar...

    ando pensando muito em 'Verdades por associações' você já pensou nisso?!

    Beijos
    =*
    Fica com DEUS!

    ResponderExcluir
  3. "De cada um sobrou um drama, uma peça separada da outra."


    Você tem certeza de que é você quem escreve a história?

    Aguarde o início do 2º ato...

    ResponderExcluir