segunda-feira, 8 de março de 2010

quebrado

Dói. Dói algo que não é meu. Dói aquilo que eu não tenho controle. Dói o rosto, doem os braços, dói a vontade, dói a saudade. Eu quero ir, de prontidão, como sempre, mas sei que o passo é falso, de novo. Sei que nada muda. Sei que nada é certo. Sei que a dúvida é desanimadora, sei que o tempo estraçalha. Sei que dormir com a última imagem tua faz meu coração se esmigalhar, sei que a lágrima escorre, e sei que o silêncio deve ser meu, meu.

A dor, dizem, passa. A saudade, dizem, fica. O passado, dizem, apaga. O futuro, dizem, se escreve. Você, eu digo, não era pra virar história, nem reverter o sentimento, nem causar dor. Mas causa.

Ando, agora, machucada. De novo. Por machucar. Meus olhos não negam a tristeza. Ninguém nega. Disseram que o futuro era de felicidade. Eu aprendi a gostar de rimar. Eu gosto de amar. Mas o amor não gosta mais de mim. Perco já a rima, mal feita, o compasso, e eu não sei mais o que fazer.

Eu dei um fim, e é nele agora que eu passo meus dias.
Um fim.
O fim.

2 comentários:

  1. eu sei como é essa dor.





    dizem que passa mesmo...

    ResponderExcluir
  2. Eu também sei como é essa dor. É, posso falar que ela passa, demora, mas passa. Aí fica a saudade.
    Aqui é lindo! x)

    Beijo!

    ResponderExcluir