domingo, 5 de agosto de 2012

quando explode

E toda a banda tocou intensamente naquela noite uma espécie de baile de carnaval. Cara, me esquece na balada, tô muito doido! Foi em novembro e as luzes coloridas dançavam no seu rosto de palavras meio ditas. Você acha que eu to suando assim por que? Você não tem idéia do que eu sinto por você. Fui ao banheiro acender um cigarro. Olha, quando eu voltar você vai me dizer o que é tudo isso aí que você sente por mim, pode ir criando coragem. E quando eu voltei pra pista, ele disse que me amava. Disse eu também amo você. Eu queria te dizer isso faz muito tempo e... Sei lá, eu to com vontade de chorar. Ele chorava pelo os poros do seu corpo, nunca pelo os olhos. Mas eu chorei ao usual. Não conseguíamos nos beijar, abraçar, ou parar o tempo. O tempo corria como nunca havia antes. Repetíamos as palavras, de novo e de novo. Eu te amo assim, pra caralho! Eu também te amo. Aliás, eu prefiro dizer que eu também amo você. Mas eu te amo faz uns três meses, mas eu não sabia se era recíproco. Eu tinha me esquecido de fumar, ele se esqueceu de beber, a festa nos esqueceu e eu não tenho idéia de que música estava tocando. Minha lágrima era discreta, e as palavras dele pareciam um canal com um coração que explodiam na boca. As minhas saiam com serenidade. Ficamos ali, equilibrados nas nossas diferenças e juntos em uma só expressão. Eu amo você.

3 comentários:

  1. ao "Anônimo": constante pena de você.

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  2. como sempre, eu me apaixono pelo que você escreve! Parabéns!

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  3. como sempre, eu me apaixono pelo que você escreve! Parabéns!

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