domingo, 21 de dezembro de 2008

10am 14pm

Eu achava que era a dona daquela música. O mundo era pequeno demais pra mim, e entre as possibilidades a combinar, só existia eu e você. Já cheguei a acreditar em muita coisa que nunca existiu. E se por acaso existiu, foi por um espaço de um segundo. Cheguei a achar que você só fechava os olhos e pensava durante a noite se fosse por mim. Coloquei-me como protagonista muitas vezes, tomando a frente, gritando pra você que eu estava ali, porque, realmente, eu achei que poderia dar certo. Mas não sei mais, a gente passa a acreditar que na vida alguém espera por ti. Mas na verdade é você que espera sempre esse alguém. Daí aprendi que fazer perder os sentidos torna tudo mais fácil, e não parei.
Mas ontem eu não dormi por nenhum segundo. Minha cabeça pesou, meu ouvido tapou, minha boca secou, e tudo que eu fazia era chorar. Eu queria dizer tudo que eu sinto (como sempre), mas a vida já me ensinou a dizer menos, fazer menos, e só esperar coisas de volta. Então hoje eu acordei achando que estaria de coração despedaçado. Mas eu resolvi ao invés disso, simplesmente aceitar. Aceitar que o destino, talvez, não me queira ali... com você.







Agora, não me venha com as suas ironias. Quem perde alguma coisa foi porque mereceu. Quem tratou alguma coisa mal, deve ser tratado como tal. Mesmo eu não conseguindo desrespeitar o meu passado, o meu presente começa a pedir decisões a atitudes mais agressivas com aquele que foi assim comigo. É um alivio poder respirar sem se preocupar por quem ou pelo o que você será trocado. Seja por um telefonema, por um filme, um show, uma conversa no MSN... Eu aprendi que pessoas foram feitas para serem amadas. E que confusões fazem parte da vida. Só não vem se confundir para cima de mim.

Mesmo querendo dizer que ainda te amo como parte de mim...
Eu deixo você ir.

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