domingo, 16 de setembro de 2012

cena principal

Ele girou o anel no dedo e depois passou a mão no meu cabelo. Sorriu meio de lado, piscou rápido três vezes. Manteve nas bochechas duas covinhas de simpatia. Manteve no olhar dois brilhinhos de felicidade. Acariciou minha mão. Balbuciou palavras, mas não me deixou entender. Deitou no meu colo, e manteve o tempo parado por alguns minutos. Virou de costas, me deu uma estrada de pintas pra brincar. E as suas pintas escreviam a história que eu ainda não decidi se quero guardar só pra mim, ou gritar pro mundo. Mas quero entrar nela, de algum jeito. Pintas que montam as reticências que ele colocou no meu sorriso. Tanta coisa que a gente tem pra pensar, pra preocupar, e eu só conseguia pensar no quanto ele repuxa o canto da minha boca e me tira do lugar. É, ele girou meu mundo e depois passou a mão no meu coração. Mesmo.

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