quarta-feira, 26 de setembro de 2012

vem?

Apressa o passo, atropela o sinal, dirige atento e vem correndo. Oferece a face, derrapa em gelatina, ameaça chover e me beija. Troveja em seus olhos, desenhe corações de vento com seus dedos, dance com uma elegância antiquada e tropece no meu nome. Abra o guarda chuva - começou a chover - pula a poça, sorri para o cachorro, escuta o som de vidraças e pede desculpas. O tempo é curto, de manhã chega logo, sugira um bom restaurante que eu te mordo em frases lentas. Pegue o jornal da manhã seguinte, o horóscopo diz que é amor, você conversa sobre cor, eu quero o silêncio do seu modo de sorrir. Revela a fotografia, compra uma flor, desenha toda a garantia de uma vida no meu peito, com giz de cera e fita de cetim. Eu quero muito você pra mim.

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