domingo, 2 de setembro de 2012

love is just a game

Em cima da mesa via-se aposta, embaixo seus pés ficavam entrelaçados, dados como nó. No horizonte do seu olhar nada de beijo, nada de procura real. Vivia chutando farelo para debaixo do tapete, sua manga era feita de cartas e possuía os mais lindos olhos tapados por óculos escuros. Não importava com quem se deite de noite, rapaz. É nela que você pensa por fim. Diz que não. O corpo dela é simetricamente um quebra cabeças para seu chão, depois você cola e pendura em uma moldura e aprecia o trabalho que te deu.

Não vacila na curva que ela te deixa. Não corre muito que ela para no meio do caminho. Não para desse jeito porque ela foge em sentido contrário. Não diga não que ela foi feita de muito sim, desde que nasceu. Mas não te diga mais um sim porque ela gosta de desafios.

Ela bate na mesa, pede seis. Seu parceiro pede nove, você não acredita nisso. Ela grita alto na sua orelha e depois lhe dá uma lambida úmida.“Doze. Que acha?” Aceito o desafio ela descruza as pernas e tira os óculos. Entende agora que ela sabia que você tava de jogo ganho? Pela a primeira vez, ela deixou que alguém a vencesse. Pela primeira vez, ela abandonou o jogo, descruzou as pernas e jogou a armadura no mar. Voou todo o céu que existe, transcorreu o universo, ganhou o mundo.

Pensou então em passar a vida com você.

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